sábado, 21 de setembro de 2013

O CRAVO QUE MURCHOU


O cravo que murchou

 

O cravo murchou, murchou

que morreu.

A rosa chorou, chorou

que envelheceu.

 

Os novos cravos e rosas,

choraram muito também,

Pois, o cravo que murchou,

pra todos era um grande bem.

 

O coração da rosa ficou em farrapos,

e todas as flores sofreram muito com ela.

Pois o jardim ficou mais triste,

com a falta do cravo dela.

 

O cravo não era altaneiro,

porém, era muito belo.

Suas pétalas tão delicadas,

dava-lhe um ar mui sincero.

 

Todos os cravos e rosas,

um dia hão de murchar.

E para cada cravo e rosa,

O jardim há de chorar.

 

Chora rosas, chora cravos,

chora orquídeas e jasmins.

Por cada flor tenho chorado,

um dia chorarão por mim.

 
Daniel Nunes – Sucre, 01/ 11/02



Obs. Fiz essa poesia pensando em meu querido Papai, o cravo mais lindo do mundo. Ele murchou aqui na terra, para brilhar eternamente nos braços do Senhor Jesus
 

 

 

 

 

O BAILADO DAS NUVENS


Olhando para o céu,

Num dia parcialmente nublado,

Dentro de meu pensamento,

Eu via das nuvens o bailado

 

Sabia que tudo aquilo

Era o efeito do vento.

Mas o que importava,

Era o bailado no pensamento.

 

De um lado pro outro,

Do outro pra um lado,

O vento ia soprando,

E continuando o bailado.

 

Ao fundo o azul celeste,

Mesclado a raios doirados.

Quanto mais o vento soprava,

Mais aumentava o bailado.

 

Porém, em fração de segundos,

Eu vi tudo terminado.

O vento continuou soprando,

E foi acabando o bailado.

 

Soprou, soprou mais intenso,

Deixando tudo espalhado.

Somente em minha mente,

Ainda permanece o bailado.

 

A vida é como o bailado,

Das nuvens sopradas por vento.

Que passa tão velozmente,

Fugaz como pensamento

 

As nuvens não se acabam,

Por estarem espalhadas.

Assim o homem no além,

Terá uma vida eternizada.