terça-feira, 15 de outubro de 2013

AOS PÉS DE CRISTO

Nesta hora de penumbra,
em tamanha solidão,
eu posso ver o relâmpago,
e posso ouvir o trovão.
Meus olhos estão secos,
e bate forte o coração.

Meus pensamentos voam.
Ouço a chuva tilintar,
no meu forte telhado,
que está a me amparar.
E nesta hora de melancolia,
em ti Senhor venho a pensar.

Minha cabeça dói toda.
Dói tanto não sei porque.
Senhor tem hora que penso,
porque o homem vive para sofrer?
Ai do pobre homem no mundo,
que no Pai das luzes não crê.

Os meus problemas são tantos,
que me sinto angustiado.
Somente sinto alivio,
quando me encontro ao seu lado.
Então nos seus braços seguros,
eu me sinto amparado.

Amparado, sim, amparado.
Amparado em ti Senhor,
das lutas que tem me cercado,
pois é grande o calor.
E nessa batalha da vida,
Tu és o meu protetor.

Escudo de força e poder,
Tu és para todos nós
O mar se acalma o vento se aquieta,
quando ouvem a sua voz.
Faz do homem atalaia,
e do vento mensageiro veloz.

Aos teus pés Senhor continuo,
pois es o meu grande prazer.
A alegria invade a alma,
tomando todo meu ser.
A solidão já não existe.
Sinto tua graça me encher.

A dor deu lugar a calma.
A solidão à um amigo fiel.
da elegia do sofrimento,
pude transpor o véu.
Carregando-me em teus braços,
me levaste até ao céu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário