quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DEVANEIOS

DEVANEIOS

Que será de tudo?
Que será do mundo?
Que será das gentes?
Que será das plantas?
Do calor que se agiganta
Cada hora é mais quente

Que será dos peixes?
Que será dos mares?
Que será da terra?
Que será das aves?
Ta ficando lamentável,
Será a terceira guerra?

Que será das cidades?
Das costas marítimas?
Dos grandes centros?
Das praias paradisíacas?
O pantanal onde fica?
Será apenas lamento?

O buraco na camada
O que foi feito ta feito
E tarde não volta mais
Não adianta correr atrás
É vão, é ineficaz,
É paz pregada sem paz


A fumaça que exala
A fuligem que espalha
A doença se avizinha
Está cada dia mais confuso
Entramos em parafusos
A morte vem a tardinha

Plantar árvores é solução?
Parar fábricas, para o mundo!
O enredo é obscuro
Indistinto, ignorado, sombrio.
Olhos fitos no vazio
Procurando solução no escuro


E as medidas políticas?
Os salvadores do mundo?
Tudo está escrito no Livro
E a lei da termodinâmica?
Na haverá força titânica
Que escape do seu crivo

A aldeia global está em pânico
A geo está confusa
É a criação que geme
Procurando uma saída
Todos querendo vida
O mal repele, é repelente.

E os ambientalistas?
Termina nas passeatas
Seus gritos não foram ouvidos
Chegou o apocalipse!
O sol entrou em eclipse
Mas nem tudo está perdido

No Livro fala do céu
Um lugar sem frio nem calor
Onde habita o eterno
Para onde vai a alma
E tudo será plena calma
Longe do fogo do inferno


Monteiro, 20 de novembro de 2007

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