DISPARIDADE
Um com tanto,
Outro sem nada.
Um recebe flores,
Outro pedradas.
Um come lagosta,
File mignon, camarão.
Outro do fim da feira,
Ou do lixão.
Apartamentos de luxo,
Condomínios fechados.
Lata de óleo, papelão,
No barraco armado.
Cães de raça, segurança.
Guarda costas, cerca elétrica.
Corpos estendidos,
Projéteis zunindo, imagem patética.
Carrões importados,
De meio milhão.
As filas do trem,
É só confusão.
Escolas privadas,
Ensino, cultura.
A publica mal feita,
Não aprende a leitura.
Na privada, computadores,
Data show, internet.
Na publica o giz,
A briga, o bofete.
As gravatas de seda,
Os paletós bem cortados.
A compra no brechó,
O restante e doado.
Olhar de mandões,
Não tem coração.
O rosto de lagrimas,
Implora o pão.
A classe que manda,
Que dita o que faz.
A classe mandada,
Sob ordem tenaz.
Discursos polidos,
Bonitos de ouvir.
Seriam mais belos,
Se o víssemos cumprir.
Sair do discurso,
E partir pra ação.
Pra que na mesa do pobre,
Não faltasse o pão.
Não pão como esmola,
Mas pão com verdade.
O que o povo precisa,
É de dignidade.
Daniel Nunes
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
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