DIVAGAÇÃO
A luz quase apagada,
A penumbra melancólica.
O coração palpita.
Os olhos buscam algo no nada.
A mente ressuscita,
Como que de uma amnésia
Ou estado anestésico.
Não há força que a estorve,
Vence limites, distancia.
Passado, presente e futuro.
Tudo esquadrinha.
Remexe no passado.
Coisas de criança, infância,
Ha muito esquecidas,
Adormecidas.
Recordação de tudo, brinquedos,
Se é que os teve. Nada passa despercebido.
É como ir abrindo um livro,
Ir lendo, relendo, meditando.
São coisas que passaram,
Não apaga, não sai.
Os rostos, amigos, “inimigos”.
O presente assusta. Amedronta,
Por não haver saída.
Que será da vida?
Trabalho, estudo. Assim vai.
Não para nunca.
O coração, quantas vezes já pulsou?
Será que esta perto de parar?
Sem querer ouvir a resposta,
Prossegue para outra instancia da vida.
O futuro, onde será?
Como fiel cristão, arremessa-se para o céu.
Lugar onde os santos,
Que deixaram o invólucro da alma
Hão de habitar
Daniel Nunes
Monteiro, 28-11-2007
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
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